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Cunha culpa outras gestões pelo atraso (Foto/Marcelo Sant’Anna/Imprensa MG)

O 13º salário de pelo menos 600 mil servidores do Governo do Estado será dividido em quatro parcelas iguais. O pagamento ocorre entre janeiro e abril de 2018, sempre no dia 19.

Apenas trabalhadores da Segurança Pública e Saúde vão receber o benefício em duas parcelas únicas.

O anúncio da escala foi feito pelo secretário de Estado de Governo, Odair Cunha, nessa quinta-feira (21). Com um déficit de R$8 bilhões, a crise no Estado foi agravada por aquilo que Cunha classificou como “inchaço da máquina”.

Segundo o secretário, mensalmente, os salários dos servidores impactam em 115% na arrecadação da receita própria do Governo.

“Agora, é preciso que o tamanho do Estado caiba dentro do recurso que o Estado arrecada. E eu estou dizendo para vocês que quem contratou essas pessoas, quem aprovou o plano de carreira dessas pessoas e as convocou para o serviço público não fez um bom planejamento. E nós precisamos, hoje, dar conta de equalizar as contas do Estado com essa realidade que nós não criamos”, frisou Cunha.

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Dinheiro, só no dia 19 de janeiro

Durante a coletiva de imprensa no Palácio da Liberdade (BH), o secretário não poupou críticas às gestões passadas. Para ele, faltou planejamento, sobraram contratações e multiplicaram pagamentos sem eficácia, conforme publicação do Agência Minas.

“O governo passado triplicou o volume da folha de pagamentos sem melhorar os salários dos servidores da segurança pública. Não pagaram o piso nacional dos professores, apesar de terem triplicado o volume de recursos colocados à disposição da folha.  O que está claro é que a escolha, na nossa opinião, foi equivocada”, criticou Cunha.

O secretário afirmou ainda que será cumprido o pagamento das segunda e terceira parcelas dos salários de novembro. A segunda parcela será depositada nesta sexta-feira (22) e a terceira na quinta-feira da semana que vem (28).

Odair também divulgou a escala para o mês de janeiro. Os servidores receberão os vencimentos referentes ao mês de dezembro nos dias 12, 23 e 30 de janeiro de 2018.

13º na Justiça

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Sind-UTE entrou com mandado de segurança

Presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, não ficou satisfeita com o anúncio do Governo. Para ela, não pode haver tratamento diferenciado entre diferentes categorias de servidores.

Por conta disso, o Sind-UTE/MG entrou com um mandado de segurança coletivo na Justiça e aguarda posicionamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O Sindicato ainda acusa o Governo de destinar verbas da Educação para outras áreas.

“Análise de execução do Orçamento do Estado feita pelo DIEESE demonstra que o Estado está utilizando recursos da educação para outros fins que não são da área e segundo o Sind-UTE/MG há recursos da educação para o pagamento do 13º salário da Educação”, denuncia publicação no site do Sindicato.

Conforme Beatriz, essa prática de não investir os 25% em educação tem sido reiterada nos últimos anos e também ocorre no atual Governo. Ela apresentou dados que mostram que o Estado, até o mês de outubro, só executou 63% do orçamento previsto para a Educação em 2017.

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