Aids: números crescem 30% nas Vertentes em 2017

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O prazer não pode ser um risco de vida

O meu prazer / Agora é risco de vida”. O trecho, uma das obras-primas de Cazuza e Frejat, foi lançado em 1988.

Quase 30 anos depois da gravação de “Ideologia”, a contaminação pelo vírus HIV ainda continua um risco para toda a população.

Dados do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), da Secretaria de Saúde de SJDR comprovam isso.

De janeiro a outubro deste ano, foram detectados 32 novos casos de HIV/Aids na região. Um aumento de 30% se comparado a 2016, quando foram registrados 23 casos oficiais.

O CTA atende 19 cidades das Vertentes, entre elas São Tiago. Ao todo, são 273 pacientes contínuos no Centro. Eles recebem medicamentos gratuitos, os antirretrovirais, popularmente conhecidos como coquetel. Embora garantam mais qualidade de vida, as drogas não curam a doença nem impedem sua transmissão.

Prazer sem risco

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Na pele é roleta russa

Coordenadora do CTA, a enfermeira Wanderléia de Souza e Silva, é enfática ao dizer: “o uso do preservativo é obrigatório” para pessoas que apresentam comportamento de risco.

Principalmente jovens entre 19 e 24 anos, faixa etária mais atingida pelo HIV nas Vertentes.

Se alguma pessoa fez sexo sem camisinha ou compartilha seringas, deve procurar o CTA.

O local oferece testes rápidos com diagnósticos em 15 minutos e sigilo absoluto.

Esse tipo de exame pode ser feito das 7h30 às 10h30 e das 13h30 às 15h30, de segunda a sexta-feira.

O Centro fica na Avenida Tiradentes, 136, e funciona das 7h às 17h, durante os dias de semana. O telefone do CTA é (32) 3372-8097. A equipe de profissionais conta com enfermeiras, dois médicos infectologistas, um clínico-geral e psicólogas.

Aids no Brasil

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Compartilhar seringas também pode transmitir HIV

O Ministério da Saúde divulgou Boletim Epidemiológico de HIV/Aids no início de dezembro.

Os dados apontam que, em 2016, houve uma redução de 5,2% na taxa de detecção de casos de Aids no país, na comparação com 2015.

A doença que atinge 830 mil brasileiros caiu para 18,5 casos por 100 mil habitantes em 2016, contra índice de 19,5 no ano anterior.

A mortalidade também recuou, de 5,7 mortes por 100 mil habitantes, para 5,2 óbitos em 2016. Se considerado desde 2014, a queda foi de 7,2%.

O perfil de quem contrai o vírus também mudou. A taxa de contágio entre as brasileiras diminuiu. Em contraste com o aumento na parcela masculina, sobretudo entre homens que mantêm relações sexuais com outros homens. Nessa categoria, o crescimento foi de 33% no período.

Dezembro Vermelho

O último mês do ano é dedicado à prevenção. Lei aprovada pelo Senado em outubro passo institui a Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis, também conhecida como “Dezembro Vermelho”. O foco é na prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/Aids.

Não por acaso o Ministério da Saúde lançou nova campanha publicitária que traz o slogan “Vamos combinar? Prevenir é viver” e a hashtag #VamosCombinar. O público-alvo são jovens e as peças reforçam as diversas formas de prevenção do HIV, garantidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

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