O longa coleciona prêmios e polêmica ao protestar contra o impeachment de Dilma em Cannes. No entanto, ficou fora do Oscar Oficial 2017, cujo indicado brasileiro é “Pequeno Segredo

Clara não cede à pressão do setor imobiliário que quer comprar o prédio a a qualquer custo (imagem da internet)
Clara não cede à pressão do setor imobiliário que quer comprar o prédio a qualquer custo (imagem da internet)

O longa brasileiro “Aquarius” (veja o trailer) foi indicado para mais um prêmio. Ele concorre como Melhor Filme Internacional pelo Independent Spirit Awards, uma espécie de “Oscar” do cinema independente nos Estados Unidos. O anúncio do vencedor acontece dia 25 de fevereiro de 2017.  

Dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Sonia Braga, o filme causou polêmica com a passagem pelo Festival de Cannes, na França. No red carpet, elenco e direção exibiram cartazes impressos em inglês e francês repudiando o impeachment de Dilma, que estava sendo votado.

O protesto na França chamou mais a atenção do que filme. Indicado à Palma de Ouro do 69ª Festival de Cannes, o longa saiu sem nenhum prêmio. Mas não sem o frenesi causado pela manifestação pró-Dilma, que chamou a atenção mídia internacionais e dividiu internautas nas redes sociais.

No finalzinho de agosto passado, Aquarius saiu como grande premiado pelo World Cinema Amsterdam, festival de cinema da Holanda. O longa foi eleito pelo júri como melhor filme do evento.

Outro troféu veio da Austrália. Aquarius ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Sydney, em junho. Segundo a curadoria do festival, a competição oficial celebra obras que “expandem nosso conhecimento sobre o mundo e dizem coisas importantes de modo original”.

Roteiro

A jornalista aposentada Clara (Sonia Braga) tem 65 anos. Apegada à subjetividade das memórias de família vivenciada em um prédio antigo, ladeado por torres gigantescas, a personagem se recusa a vender a propriedade na orla de Recife.

A construtora compra os apartamentos vizinhos ao de Clara, que começa a ter a vida infernizada numa tentativa de ceder à proposta dos compradores. Ela suporta barulho de festas e até culto religioso que prometia a cura para pessoas doentes.

Nada disso abala a protagonista que convive com a sombra de um câncer na juventude, o qual lhe tirou um seio. Clara é mulher forte que resiste e não aceita os diversos assédios da construtora, que quer construir mais um arranha-céu no lugar que abriga as memórias afetivas de Clara.        

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