Do pires ao ouro na mão: a trajetória de sucesso da robótica de São Tiago

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Ouro da casa (Fotos/Café-com-Byte)

Com o pires nas mãos, equipes de robótica da Escola Estadual Afonso Pena Júnior contavam moedas para embarcar num sonho.

Além dos quase mil quilômetros que separam São Tiago de Curitiba (PR), sede da competição Competição Latino-americana e Brasileira de Robótica (Larc), os estudantes contabilizavam poucos tostões para se inscreverem nos jogos.

Eles venderam bombons e rifas nas ruas, fizeram baile, ouviram inúmeras negativas de patrocínio, inclusive do Governo do Estado.

Até o coordenador da equipe, o professor de Física Ronaldo Antonio de Castro, não pôde viajar. Foi informado pela Secretaria de Educação que “professor designado não pode sair do estado para acompanhar alunos”. Ele assistiu por redes sociais cada vitória dos aprendizes dele.

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Goleada

No entanto, os meninos da Café-com-Byte desafiaram a lógica e persistiram na meta. O resultado? Transformaram o pires em dois troféus nas mãos nessa sexta-feira (10).

Destaque também para a terceira equipe são-tiaguense na Larc. Os competidores da modalidade de resgate não ganharam medalha.

Mas foram um dos responsáveis por puxar a fila para Curitiba. Isso porque conquistaram pela sétima vez a etapa mineira da Olimpíada Brasileira de Robótica em setembro passado.

O título de resgate em BH garantiu a classificação automática para Larc, sem pagamento algum de inscrição, que por aluno custava R$400.

Robótica Vitoriosa

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Mais ouro

Como “João e o pé de feijão”, os estudantes são-tiaguenses transformaram o pouco que tinham para subir no lugar mais alto do pódio de campeonato que reúne, em sua maioria, grandes colégios particulares do Brasil e de países vizinhos.

Os jovens ainda fizeram mais, saíram invictos da duas categorias de futebol de robôs que participaram. Com isso, carimbaram o passaporte para o Mundial de Robótica no Canadá, em junho de 2018.

Outro problema para resolver. Como conseguir o dinheiro para atravessar as Américas e mostrar para os gringos o futebol arte dos robôs brasileiros, são-tiaguenses?

Um desafio que a Café-com-Byte vai gostar de encarar. É que o time são-tiaguense abocanhou as únicas vagas brasileiras existentes para o futebol de robô no Mundial. Feito já conquistado pela Afonso Pena em 2012, quando a equipe de robótica trouxe do México os troféus de Melhor Programação e Super Team.

Equipe

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Partiu Canadá

Além da vice-diretora da Afonso Pena, Beatriz Oliveira, e do professor de Educação Física, Herbert Assis, 11 alunos estiveram em Curitiba.

Representaram a Café-com-Byte Open: Júlio César Coelho Caputo, Pedro Júnior da Mata Ribeiro, Rhânia Camile de Sousa Silva e Vinícius Caputo de Castro.

Pela Café-com-Byte Lightweight, foram os seguintes alunos: Ana Cláudia Machado, Matheus de Almeida Caputo e Thiago Odilon de Almeida.

Já pela Café-com-Byte Resgate: Aléx Dehon de Resende, Henrique Luiz Sousa Oliveira, Kéven Cristian Faria e Lívia Assis Cardoso.

Essa não é a primeira vez que a Café-com-Byte conquista títulos na Larc. Em 2012 e 2015 já havia ficado em primeiro lugar também na modalidade de futebol.

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