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Daniele ficou surpresa com a evaporação da água

Uma viagem ao mundo do conhecimento. Assim foi o sábado (28) para alunos, familiares e funcionários que visitaram a Escola Estadual Henrique Pereira Santiago. Isso porque a instituição de ensino são-tiaguense ambientou a “2ª Feira de Ciências e Cultural”, realizada pela comunidade escolar.

Os estudantes estavam empolgados para mostrar – e explicar – os vários projetos que desenvolveram para Feira. Exemplo disso é a aluna Daniele Rosa Resende, do 4º ano. Ela trabalhou com os diferentes estados da água, tudo na ponta da língua.

“Nós estudamos nos livros como água pode virar gelo ou vapor e como acontece esse processo. Depois fizemos experimentos práticos. O que mais me impressionou é que os rios evaporam, formam nuvens que voltam para a terra em forma de chuva”, comentou Daniele.

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Projeto destaca preservação das águas

Teve até pesquisa de campo para a Feira. Larissa Almeida Campos, do 4º ano, mostrou como é o tratamento da água. “Nós visitamos a Copasa e aprendemos todo o processo para tornar a água potável. Além disso, aprendemos a importância de preservar a mata ciliar”, destaca.

Colega de Larissa, Letícia Santos Evangelista, reitera. “A mata ciliar protege o leito dos rios e as nascentes. Além disso, não podemos poluir a água, que é fundamental para a sobrevivência no planeta”.

Outro aluno do 4º ano, Gustavo Neves Silva, contou com a ajuda do pai e do primo para criar uma invenção que reproduz uma cachoeira e um rio que não para de correr. O pequeno disse que foram três semanas de trabalho intenso.

“Pegamos um transformador de energia de computador. Ele fornece eletricidade para uma bomba que envia a água para a cascata, que desce pelo rio. Ele deságua no recipiente com a bomba e o ciclo começa novamente”, explica o estudante.

Trabalhos

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“Entre o Céu e a Terra”

O sistema solar foi todinho reproduzido em uma das salas da Escola. Professora do 5º ano que orientou a pesquisa, Luciana de Souza, enfatiza que o aprendizado é reforçado com o envolvimento de familiares que ajudam os alunos com os trabalhos da Feira.

“Primeiro eles fizeram um trabalho escrito sobre todo o sistema solar. Depois formaram equipes para a montagem das maquetes. Essa parte é muito importante, pois além da sala de aula, os alunos contam com a ajuda dos familiares, o que aumenta o conhecimento da comunidade”, completa Luciana.

A Feira também teve espaço para a Literatura. Todas as turmas da Escola participaram da produção de vários gêneros literários.

Coordenadora da equipe de contos, a professora do 5º ano, Maria da Conceição Reis Silva – a Ção – comenta que atividade ganhou força para além dos muros da Escola.

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Mundo literário

Os meninos trabalham com leitura e reescrita de contos mundiais. Em um bolsa de pano, eles levaram os textos reescritos por eles mesmos para casa, onde deveriam ler as produções para três pessoas da família.

“Esse trabalho estimula uma aprendizagem cultural muito grande, pois através dos contos eles viajam por diferentes culturas. Além disso, conseguimos melhorar a prática de leitura, já que os alunos leem para si mesmos e para os outros”, avalia Ção.

Para a Feira, os estudantes ainda desenharam cartazes que representam as histórias lidas nos contos.

O evento também apresentou trabalhos sobre plantas, brincadeiras sustentáveis, teatro de luz e sombra e até um cineminha com projeções sobre as aulas de mídias que os alunos participam.

Ciências para todos

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Comunidade marcou presença

Durante a Feira, pessoas da comunidade e familiares dos alunos não perderam a oportunidade de conferir os trabalhos produzidos pelos pequenos.

Mãe da estudante Vitória Camille, Alessandra Resende, conta que faz questão de incentivar as atividades que a filha preparou para o evento na Feira.

“Esse momento é muito importante. Os meninos ficam bastante motivados, querem pesquisar mais sobre o tema do projeto. A gente vê a empolgação deles na apresentação dos trabalhos. Sem dúvida, isso incentiva mais a busca pelo conhecimento”, ressalta Alessandra.

Fabiana Silva é outra mãe que visitou a Escola. Ela não esconde o orgulho do filho, o pequeno Dhavyd Silva. “Os meninos ficam muito empolgados e nós podemos apreciar a qualidade dos trabalhos apresentados”, afirma Fabiana.

Prática

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Empoderamento

Diretora da Henrique Pereira, Fabiana Avelar comenta que a teoria se completa com a prática. Para ela, as atividades inspiram a criatividade e estimulam o trabalho em equipe, fator fundamental para o desenvolvimento dos pequenos.

“Para os alunos, a Feira de Ciências é uma tarefa gostosa e desafiadora, pois desenvolve projetos inovadores a partir de conteúdos já estudados em sala de aula”, diz a diretora.

Conforme Fabiana, os novos tempos exigem uma forma de aprendizagem que extrapole os livros. “A Feira de Ciências pode representar uma forma de empoderar o aluno para aprender de uma forma diferente”, conclui.

Estava prevista uma mostra cultural junto com a Feira, mas por conta da chuva e do vento, as apresentações foram suspensas.

A Henrique Pereira Santiago tem 224 alunos do Ensino Fundamental anos iniciais. Desses, 110 são do tempo integral, que vai das 7h às 16h40. Além do currículo regular, esses alunos têm acompanhamento pedagógico, aulas de esporte e lazer, de flauta e de mídias.

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