Conjurado (Foto: Douglas Caputo)
Conjurado (Foto: Douglas Caputo)

O impeachment iminente da presidente Dilma Rousseff e o indiciamento da Polícia Federal que recai sobre o governador Fernando Pimentel (PT) parecem incólumes para o chefe de Estado das Alterosas. Isso porque ele é o grande anfitrião da Medalha Tiradentes, evento em Ouro Preto, neste 21 de abril

Recebido com honras militares, Pimentel não se faz de rogado e desfila com toda pompa pela Praça Tiradentes, neste 21 abril. O cenário libertador do passado dá a confiança necessária para que o governador se esqueça dos problemas miúdos que lhe incomodam.

A Polícia Federal indiciou Pimentel por corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Mesmo assim o governador será o responsável pela entrega da Medalha da Inconfidência, maior láurea distribuída pelo Estado.

Mas Tiradentes vai estar de costas. A incredulidade com a política e com os políticos tira o brilho de um dos maiores eventos de Minas Gerais. Medalhas foscas para políticos mais desacreditados ainda.

A grande ironia é que medalha premia personalidades e entidades que contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais, do Brasil e da humanidade. Características que não parecem vir das mãos do governador.

Soberania? (Foto: Douglas Caputo)
Soberania? (Foto: Douglas Caputo)

Em 2016, o agraciado com o Grande Colar vai ser o senador e ex-presidente do Uruguai, José Alberto Mujica Cordano, que também será o orador da solenidade.

Além do Grande Colar, Pimentel ainda é responsável pela entrega de comendas como Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência. Dentre a turma do governador, serão 148 entidades e pessoas homenageadas.

Políticos, militares, juristas, médicos, professores, advogados, jornalistas, historiadores, estudantes, religiosos, empresários e diversas autoridades recebem as comendas. Trinta serão agraciados com a Grande Medalha, 54 com a Medalha de Honra e 63 com a Medalha da Inconfidência.

Apesar da importância que o evento tem para História Libertária de Minas, soa um pouco estranho as medalhas virem de quem vem. Nem mesmo o fogo simbólico que acende a Pira da Liberdade no monumento Tiradentes parece limpar a barra do petista.

Quem não anda lá com o nome tão bom assim na praça, ainda mais numa Praça que eleva os valores de soberania e lutas da tradição Mineira, parece não ser o mais indicado para fazer as honras do cerimonial. Que Tiradentes não se revolte e enforque alguém neste 21.

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