Governador de Minas vira réu da Operação Acrônimo

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STJ aceita acusação contra Pimentel

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), agora é réu da Operação Acrônimo.

O trabalho apura esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro que favoreceram empresários e políticos.

A denúncia feita pelo Ministério Público Federal foi aceita por unanimidade pelos membros da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nessa quarta-feira (06).

Fernando Pimentel é acusado de conseguir vantagens indevidas do grupo Odebrecht.

Entre elas consta o recebimento de R$ 15 milhões da Odebrecht, em troca de favorecimento à empresa para obtenção de financiamento do BNDES, entre 2012 e 2014. Época em que Pimentel era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Governador em exercício

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Denúncia diz que há ligação entre governador e Odebrecht

Embora tenha se tornado réu na Ação Penal, o STJ entendeu não haver necessidade de afastar Pimentel do cargo, por não vislumbrar, por enquanto, elementos que justifiquem o afastamento.

Relator da Ação, o ministro do STJ Herman Benjamim, defendeu a permanência de Pimentel no governo mineiro.

Para ele, os fatos descritos na denúncia são anteriores à posse de Pimentel e não há notícia de que ele tenha provocado obstrução à Justiça.

Em entrevista ao Jornal Estado Minas, o advogado do governador, Eugênio Pacelli, diz que “tudo será esclarecido. Aquele Tribunal (STJ) desconhece provas que chegaram à defesa na semana passada”, justificou sem dar mais detalhes sobre o assunto.

Pacelli argumenta ainda que o STJ agiu corretamente. “Já que afastou a possibilidade de afastamento do governador. Que é o que realmente importa”, concluiu.

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