Inmetro fiscaliza bombas de combustível por meio de certificação digital

O Inmetro quer fiscalizar bombas de combustível por meio de assinatura digital. Assim, consumidor vai ter a garantia que pagou pela quantidade correta

Inmetro bombas de combustível
Presidente do Inmetro afirma que há fraude

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) pretende adotar certificação digital para fiscalizar bombas de combustível do Brasil. Mas ainda não há previsão de início do serviço, apesar do Instituto sinalizar que a medida deva começar “em breve”.   

A partir da certificação digital, o Inmetro vai conseguir fiscalizar se quantidade de combustível que aparece no painel das bombas corresponde, exatamente, aos litros que vão para os tanques dos veículos. Isso porque será gerada uma assinatura digital durante o abastecimento.  

Presidente do Inmetro, Marcos Oliveira Júnior afirma que é possível cometer uma fraude digital nos painéis eletrônicos das bombas de combustíveis. Por isso, o consumidor pode pagar mais por menos combustível.

“Têm alguns postos no país que adulteram a bomba de combustível na placa-mãe. Eles inserem alguns pulsos elétricos e a bomba vai marcar mais do que está no carro”, explicou Júnior em entrevista ao programa Voz do Brasil no final dessa semana.

Com a certificação digital, os abastecimentos dos postos vão alimentar uma base de dados nacional. Assim, o Inmetro terá condições de verificar se há fraude em qualquer estabelecimento do país.

Além da certificação digital, o presidente do Inmetro disse que deve lançar um aplicativo de celular para que os clientes possam acompanhar, em tempo real, a quantidade que está sendo abastecida e o que está sendo assinado digitalmente.

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Inmetro: Operação Petróleo Real

No início de julho, órgãos delegados do Inmetro (Ipem) deflagraram a Operação Petróleo Real. Os fiscais verificaram se as bombas mediam corretamente a quantidade de combustível pela qual o consumidor pagou.

Durante a Operação, o Inmetro identificou várias irregularidades como erro de medição, violação dos pontos de selagem, vazamento de combustível em bombas medidoras, mangueiras em mau estado de conservação.

“Se a bomba de combustível não estiver medindo corretamente, por exemplo, é interditada pelos fiscais e o responsável pelo estabelecimento recebe multas que podem chegar a até R$ 1,5 mi”, informa o Inmetro.

Em Minas, O Ipem-MG vistoriou 64 postos e autuou 12 deles. Desse modo, a Operação mineira fiscalizou 269 bombas e identificou 56 equipamentos irregulares.

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