Jegue Elétrico é motivo de polêmica na Câmara de São Tiago

Jegue levanta polêmica novamente (Foto: Douglas Caputo)
Jegue levanta polêmica novamente  (Foto: Douglas Caputo/2011, quando o animal ainda puxava a carroça)

Para promotor aposentado, Prefeitura não deveria investir em bloco do Jegue. Além de ser perigoso para população, o carnavalesco pode causar sérios danos para a saúde do animal

O procurador da Justiça aposentado, Messias Natalino, aproveitou o momento dos oradores inscritos para questionar o carnavalesco “Jegue Elétrico”.

Ele afirmou que um bloco não é o local mais adequado para um animal. “Além de ficar estressado, pode sofrer ou causar algum dano a alguém”, afirma.

Como base de seu argumento, o procurador se referiu à Organização da Nações Unidas. “Assim como foi instituída a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Há também uma Declaração dos Direitos dos Animais. Eles também são titulares de direitos”, completa.

Natalino aproveitou para questionar a verba que a Prefeitura repassa para o bloco anualmente.

“Se a municipalidade apoia com recursos, ela também se torna responsável por qualquer dano”, sentenciou. Natalino espera ainda “que o poder público não apoie uma atividade desta”, concluiu.

Defesa

O vereador Cristóvão Caputo Avelar (DEM) lembrou que o animal que participa do bloco foi recolhido pelos carnavalescos e ficou um ano inteiro sob tratamento médico, para depois sair para à avenida.

O vereador salientou ainda que o animal não puxa a carroça de som, mas vem sobre ela. “Além disso, o assunto já foi discutido na justiça e um promotor de São João del-Rei autorizou a presença do Jegue, desde que com os devidos cuidados”, conclui.

Por: Douglas Caputo

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