Mostra de Cinema de Tiradentes estreia a 24 quadros por segundo

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Babu abre a Mostra (Foto: Leo Lara/Universo Produção)

Se cinema são 24 quadros por segundo, como definiu o francês Jean-Luc Godard, a 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes estreia com frenesi para os amantes da sétima arte.

A abertura oficial conta com a presença do ator homenageado, Babu Santana, no Cine-Tenda, às 21h desta sexta-feira (19). Todas as atividades são gratuitas.

Elogiado pela crítica especializada, Babu ainda aparece no telão na pré-estreia de “Café com Canela”, dirigido por Glenda Nicácio e Ary Rosa.

O longa aborda com bom humor o dia a dia de uma pequena cidade no interior da Bahia. O filme dialoga com a temática central do evento, “Chamado Realista”, que busca introduz o real cotidiano dentro das produções ficcionais.

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Ação! (Foto Leo Lara/Universo Produção)

“O trabalho para chegar até a experiência realista inclui muitas vezes métodos e perspectivas diretoriais que retiram o texto dos atores de suas vidas reais, uma combinação entre ficção e fatos da vida que se reflete no perfil naturalista de muitas das atuações contemporâneas”, diz uma das curadoras da Mostra, Lila Foster.

A maratona cinéfila dura nove dias, até 27 de janeiro. Serão 102 filmes (30 longas e 72 curtas-metragens), 51 sessões e 34 debates.

O evento ainda tem performances artísticas, oficinas, lançamentos e uma intensa agenda de encontros e discussões sobre a produção cinematográfica contemporânea. As atividades se concentram Cine-Praça, o Cine-Teatro e o Cine-Tenda (veja programação).

Mostra regional

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Na voz do outro, Lucas representa a si mesmo (foto/arquivo pessoal)

Além das produções nacionais, a Mostra abre espaço para filmes regionais. Entre eles está o documentário “Além de Preto, Viado”, dirigido pelo jornalista recém-formado pela UFSJ, Lucas Porfírio (veja o trailler abaixo)

Em 24 minutos, a narrativa aborda a relação do gay negro, dentro e fora do movimento LGBTQ+. O curta registra depoimentos de seis jovens das cidades de São João del-Rei, Belo Horizonte e Lavras.

Apesar de não figurar entre as personagens do documentário, Porfírio comenta que o filme tem um caráter autobiográfico. É que o diretor se sente representado pelas vozes que constroem a narrativa.

“Queria um trabalho que falasse do Lucas e de seus ideais, de quem sou. Acredito ser importante nos unirmos enquanto movimento [LGBTQ+], mas é necessário fazer um trabalho de nichos, já que nem todos os grupos vão compartilhar da mesma vivência”, explica Porfírio.

Entre produção e pós-produção, o diretor levou cerca de um ano para concluir o documentário.  Além da Mostra, a obra foi apresentada como Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo da UFSJ no final de 2017.

“Desde o início da faculdade tenho afinidade com a temática e venho estudando o assunto. Acredito ser importante que formandos em jornalismo se atentem para questões sociais e que produzam conteúdos que vão gerar debate e servir de material de pesquisa e aprendizado”, destaca Porfírio.

O documentário será exibido no Cine-Tenda, às 15h do próximo domingo (21). Motivo de ansiedade para o jovem diretor que quer continuar no audiovisual independente ao lado da carreira acadêmica.

“A Mostra é uma das mais consolidadas e renomadas do país, com grande visibilidade. Acredito que será uma experiência bem bacana poder levar o meu trabalho para esse espaço. A partir daí, espero rodar com o documentário por diversos espaços de debates”, completa Porfírio.

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