Obras em área de desastre de São Tiago começam depois das chuvas

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Agora é com São Pedro

O começo das obras na área de desastre em São Tiago depende de um sinal do céu – literalmente. Isso porque os trabalhos só devem ser iniciados depois que as chuvas pararem.

É o que informou equipe de engenharia em reunião com a Administração Municipal e moradores das ruas Joaquim Marques e Raul Soares, na tarde dessa quinta-feira (04).

No entanto, a demolição de uma residência condenada pode começar antes da estiagem. É que esse trabalho pode ser feito manualmente, até que as máquina possam entrar no local.

“O imóvel número 270 da Joaquim Marques está sendo desapropriado pela Prefeitura. O dono será indenizado em R$120 mil, valor acertado entre o proprietário e a Comissão de Avaliação Patrimonial Municipal. O pagamento será feito com recurso próprio do Município”, afirma o prefeito, Denilson Reis.

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Casa amarela será demolida

Outra residência, de número 221, também será demolida na Joaquim Marques. As negociações ainda não foram definidas já que o imóvel encontra-se em espólio.

Reis informou ainda que o valor total das obras está orçado em R$1.050.221,29 milhão.

A verba vem do Ministério da Integração Nacional, que fará o aporte de 30% do montante nos próximos dias.

Obras

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Imagem ilustrativa do muro de gabião na Joaquim Marques

Para realizar os trabalhos com segurança, o local do desastre será completamente interditado com tapumes de cerca de dois metros de altura. Alívio para os moradores, já que vândalos estariam depredando os 26 imóveis que tiveram de ser desocupados pelas famílias.

Conforme o engenheiro civil da Prefeitura, Alexandre Santos de Andrade, um muro de gabião com cerca de 90 metros de extensão vai margear o perímetro da cratera. Ele terá cerca de seis metros de altura e base de cinco metros de largura.

“O muro é construído com um material permeável. Com isso, ele permite a passagem de água, mas retém os resíduos sólidos. Ao passar pela construção, a água perde a força e impede outros deslizamentos”, explica Andrade.

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Cena do desastres ficará no passado

O local será todo drenado e o sistema de galerias pluviais refeito. Conforme o engenheiro, as mudanças nas tubulações vão acontecer nas ruas Antônia Lara de Resende, Marechal Castelo Branco, Padre Júlio de Carvalho, Joaquim Marques, Raul Soares, Av. 31 de Março e na Praça Edilson Barbosa.

Para a rede pluvial, serão construídas caixas subterrâneas de recepção das chuvas. A água vai seguir pela tubulação até chegar num dissipador de energia. Ele é construído em forma de degraus que reduzem a força da água e impedem outros deslizamentos.

“Para esse trabalho, vamos precisar da colaboração e compreensão dos moradores dessas ruas. As vias serão abertas, mas depois haverá a recomposição do pavimento”, diz Andrade.

As obras serão concluídas com a impermeabilização das ruas Joaquim Marques e Raul Soares, ou seja, elas serão asfaltadas. A região brejeira será transformada em uma Área de Preservação Permanente, que por lei impede qualquer edificação ou interferência humana no espaço.

O desastre que atingiu as ruas Joaquim Marques e Raul Soares ocorreu em fevereiro de 2017. Durante o evento, duas casa desmoronaram e outras 26 foram interditadas. Ninguém se feriu.

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