A pessoa portadora de epilepsia pode dirigir?

Prudência também é medicamento para quem dirige (Foto/Paulo Henrique Vivas)

A resposta é sim. A epilepsia, que é uma condição neurológica manifestada por perda de consciência, acompanhada de convulsões, não impede que o paciente possa assumir normalmente o volante.

No entanto, condutores com a doença estão limitados a dirigir somente automóveis enquadrados na categoria B, a única permitida. E não pode exercer atividade remunerada como motorista profissional. ⠀ ⠀ ⠀

O processo inicial para que o portador de epilepsia obtenha a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é o mesmo previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para qualquer outro candidato. Exige-se o preenchimento de um questionário, que inclui perguntas sobre a condição de epiléptico, usuário de medicamento controlado, outras doenças ou limitações.

Em caso positivo para epilepsia, o exame passa a ser direcionado e acompanhado por um médico assistente. Já o paciente que omitir a doença estará sujeito a um processo criminal, caso se envolva em um acidente.

Segundo o Detran-MG, para serem aprovados nos exames da primeira habilitação e nas renovações do documento, os candidatos não podem ter histórico de crises nos 12 meses anteriores aos testes.

Em resumo, se o paciente consultar seu neurologista regularmente, tomar os medicamentos de forma correta sem o uso inadequado de álcool ou outras drogas, ele poderá dirigir e levar uma vida normal. Basta seguir essa receita.

Sono fatal

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Remédios que causam sonolência não devem ser usados por motoristas (Imagem/Internet)

Cerca de 30% dos acidentes de trânsito pelo mundo são causados por distúrbios do sono.

Alteração de reflexos, sonolência e embaçamento visual são alguns dos efeitos que podem ser provocados pela maioria dos antidepressivos, ansiolíticos, tranquilizantes e anticonvulsivantes.

Alguns analgésicos, antigripais e antialérgicos vêm com alerta na bula da possibilidade de provocar sonolência, perda de atenção e debilidade psicomotora.

Nesses casos, há a recomendação ao usuário para evitar dirigir veículos ou operar máquinas.

Paulo Henrique Vivas

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