A ideia é valorizar indivíduos com surdez. A iniciativa também revela a importância da Linguagem de Sinais como primeira língua para os surdos

Eles têm uma própria linguagem, que não é o português traduzido (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Eles têm uma própria linguagem, que não é o português traduzido (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Setembro é o mês em que se comemora a visibilidade de pessoas com deficiência auditiva. Ao todo, três datas estão no calendário do chamado “Setembro Azul”. Dia 10 é celebrado como Dia Mundial das Línguas de Sinais; 26, o Dia Nacional do Surdo e 30, o Dia Internacional dos Surdos.

Já a cor azul foi escolhida como símbolo do “Orgulho Surdo”, para homenagear todos deficientes auditivos que morreram durante o Holocausto. Presos pelo sistema nazista, os uniformes dos surdos possuíam um triângulo azul para identifica-los dentro dos campos de concentração.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, Minas Gerais conta sete mil estudantes surdos matriculados em escolas da rede estadual de ensino. Para a comunicação em Libras desses alunos são necessários 1.108 intérpretes.

Uma dessas intérpretes, a são-tiaguense Valéria Caputo de Castro Mendes, que trabalha na Escola Estadual Henrique Pereira Santiago, ressalta a importância do trabalho que desenvolve com os alunos. “Nossa função é incluir os alunos com surdez dentro do saber produzido nas salas de aulas. Mais que um direito, é um dever incentivar a socialização em diferentes espaços”, salienta.

A intérprete afirma ainda que as pessoas geralmente confundem Libras com Português traduzido. “Eles têm uma linguagem própria, que atende às necessidades de comunicação deles. Não fazemos a tradução do Português, mas efetivamos uma forma comunicativa que obedece a um sistema próprio para a comunidade com deficiência auditiva”, explica.

Desde o início de 2015, a Secretaria de Estado de Educação trabalha para fortalecer a educação de surdos no Estado. Foi criado em março de 2015 um grupo de trabalho destinado a promover estudos relativos à Educação Bilíngue (Educação em Libras como primeira Língua –L1 – e em Língua Portuguesa como segunda Língua –L2) para alunos surdos da rede estadual de ensino.

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