Sifu de SJDR leva arte do Kung fu para alunos desenvolverem corpo e mente

Sifu são-joanense
Sifu são-joanense (Foto: Afa Vasquez)

Sifu vem do chinês e significa professor. Justamente a atividade que Vinícius Jovino desempenha. Ele ensina Kung fu três vezes por semana em uma academia são-joanense

Sim. Jackie Chan e Jet Li inspiraram Vinícius Jovino a praticar o Kung fu. Sem se identificar com nenhum outro tipo de esporte, porque envolvia competições, Jovino foi levado pela mãe a uma academia de São Paulo e apresentado à arte marcial que assistia na cinematografia chinesa.

Segundo Jovino, quando ele tinha 17 anos, o Kung Fu pareceu – e apareceu – a melhor atividade física que podia fazer. “Ele não me levava para simples competições, mas me mostrava o caminho do autoconhecimento”, afirma.

Hoje, aos 28, Jovino leva esse autoconhecimento a 15 alunos de São João del-Rei. Ele mudou-se para a cidade das Vertentes em 2104 e logo foi procurando aparentar interessados pela arte marcial milenar.

“Quando a gente começa a treinar, a gente cria um vínculo muito forte com o nosso mestre, é uma ligação eterna com o professor. Por isso nós dizemos que o Kung fu é muito familiar, pois se estabelece esse tipo mesmo de relação: pai, filho, tio”, comenta Jovino.

Mas o professor quer difundir ainda mais o Kung fu em São João del-Rei. Ele diz que qualquer pessoa pode treinar, “mas ela precisa esperar e entender as necessidades do corpo, como a flexibilidade”, pondera.

Os interessados na arte marcial podem entrar em contato pelo celular/WhatsApp: (32) 9 9125-4200 (TIM), pelo telefone (32) 3373 0316 ou através do e-mail: vinijovinoa@gmail.com A mensalidade é R$65 e inclui três aulas por semana.

Garra de águia

A garra da águia
A garra da águia (Foto: Afa Vasquez)

O Kung fu possui diferentes modalidades, mas a maioria delas se inspira em animais que vivem livres pela natureza e precisam ter corpo e ataques perfeitos para sobreviver. Segundo Jovino, aprender os movimentos desses animais significa aperfeiçoar o corpo humano.

“Primeiro, nós precisamos entender a natureza. Observar os movimentos dos animais e tentar repeti-los, pois eles são caçadores natos. O que fazemos no Kung fu é pegar o conceito gestual de certos animais e aplicar na nossa própria mobilidade”, explica o sifu.

Na modalidade da Águia, Jovino lembra que a ave ataca pelas garras. “O que nós treinamos são formas de agarrar ou prender o oponente pelas mãos. Com isso nós conseguimos deslocar uma articulação, usar pontos de pressão e reverter a força do oponente contra ele mesmo”, comenta o professor. “Além disso, trabalhamos muitas acrobacias, saltos e chutes”, completa

O primeiro registro que se tem da modalidade Garra de Águia é de 960 a.C., durante a Dinastia Song da China. Jovino segue a linha desenvolvida pela mestra chinesa Lilylau, que aos 70 anos ainda é mestre na Califórnia, E.U.A.

Além do corpo, nessa variante do Kung fu os atletas utilizam facão, espada reta, bastão, lança, punhal duplo, bengala, corrente, leques e kuandao (que lembra uma espécie de foice).

Kung Fu

Turma aplicada
Turma aplicada (Foto: Afa Vasquez)

Segundo Jovino, há muitas versões que explicam o surgimento do Kung fu. A mais aceita é a do monge Bodhidharma que peregrinou da Índia para China e foi viver num monastério.

Já na China, praticando a filosofia Zen, os monges perceberam que precisavam de um corpo forte para meditar e alcançar o nirvana.

O Sifu comenta ainda que em algum tempo da história chinesa, esses movimentos dos monges foram aplicados como arma de defesa.

Lutadores teriam aprendido técnicas mais marciais para enfrentar outros povos. “Daí teria surgido o Kung Fu, expressão genérica para todas as artes marciais chinesas”, completa Jovino.

Reportagem: Douglas Caputo

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