Sindicatos e movimentos estudantis tomam as ruas de SJDR

Movimento de oposição conta com adesão de Sindicatos fora da UFSJ (Imagem/divulgação)

Apesar de debates dentro das instituições, manifestantes querem mostrar para a sociedade “ataques do governo Temer” por meio de reformas que tramitam na Câmara e no Senado

Sindicatos de docentes e técnicos administrativos da UFSJ, de trabalhadores metalúrgicos de São João del-Rei, de trabalhadores em Educação de Minas Gerais, Diretório Central de Estudantes e Movimento Ocupa UFSJ participam de Ato Público contra as reformas propostas pelo Governo Temer nesta sexta-feira (25).

Segundo um dos membros do comando de greve dos professores da Federal de São João, Marcos Cardoso, as classes já começam a se manifestar na parte da manhã, mas apenas alguns grupos promovem atividades. O Ato Unificado vai se concentrar no Campus Santo Antônio, às 15h, e de lá segue pelas ruas do Centro da cidade.

O vice-presidente do Sindmetal de São João del-Rei, Jordano Carvalho, pontua que a união de classes mostra a insatisfação de profissionais de várias áreas com aquilo que vem sendo proposto como forma de contenção de gastos para pagamento da dívida pública.

“O governo Temer, junto desse Congresso que não nos representa, tem apresentado várias medidas prejudiciais, como a PEC 55, a reforma da Previdência, que aumenta o tempo de contribuição e também estamos em campanha de acordos coletivos em relação aos salários dos metalúrgicos. Isso tudo é uma série de ataques que retiram os direitos dos trabalhadores”, critica Carvalho.

 Ao lado dessas medidas citadas pelo metalúrgico, somam-se outras. A MP 746, que prevê a reforma do Ensino Médio, os cortes no CNPq e o Projeto de Lei 4567/16, que aprova o fim da exclusividade na exploração do pré-sal pela Petrobras.    

“Tem uma agenda nacional de paralisações e de lutas no dia 25. Nossos atos representam uma forma de articulação como esse movimento. Mas também é uma forma de levar até a população as discussões estão muito intensas dentro do Campus. Nossa próxima tarefa é informar a opinião pública e esclarecer essas questões todas”, afirma o professor Cardoso.

Para alcançar a população, informada majoritariamente pela “grande mídia”, a marcha na tarde desta sexta vai contar com panfletagem, cartazes explicativos e ao fim, no Largo Tamandaré, haverá discursos e palavra aberta para que os manifestam possa mostrar seus pontos de vista para a sociedade.

Essa não é a primeira passeata contra as medidas propostas por Temer, conforme já noticiou o Trem de Ler. No dia 11 de novembro, alunos do Ensino Médio se juntaram a professores, técnicos e estudantes da UFSJ para mostrar a insatisfação com o atual governo em marcha pelo Centro de São João del-Rei.

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