Igreja investe em reabilitação (Foto: Prefeitura de SJDR)
Igreja investe em reabilitação (Fotos: Antonio Celso Toco)

O noticiário policial mostra, quase todos os dias, apreensões de drogas e prisões de traficantes em SJDR. Um mal que coloca muitas pessoas à margem da vivência social. Mas agora, essas pessoas têm um novo núcleo para tratarem sua dependência e recomeçarem

A casa de recuperação Padre Pedro Teixeira Pereira foi inaugurada esta semana em São João del-Rei. Obra da Igreja Católica, por meio da Caritas Diocesana, o local pode receber até 12 pacientes que queiram se reabilitar da dependência química.

Localizada às margens da BR-494, rodovia que liga SJDR a Ritápolis (próximo à entrada do Pombal), o local já conta com equipe clínica para começar os trabalhos dia 25 de abril.

A Casa vai funcionar como uma espécie de Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC), que busca, por meio da humanização, a reintegração social de condenados a penas privativas de liberdade.

A bênção inaugural
A bênção inaugural

“O que é gasto na APAC é muito menos do que é preciso para manter um presídio, o trabalho com essas pessoas só traz alegria para o nosso coração. O povo de São João vai ajudar a fazer dessa casa uma fábrica de restauro”, afirmou a proprietária do imóvel, dona Eponina.

Presidente da Caritas Diocesana, Fábio da Silva constata que o projeto supre uma carência de locais para reabilitação de dependentes químicos. Para ele, a casas será a porta de entrada para cura de pessoas que estão doentes.

“É notável a dificuldade das pessoas em relação à dependência química e a necessidade de um tratamento. Este projeto será mais uma oportunidade, uma possibilidade, para ajudar essas pessoas que sofrem com essa doença”, completa Silva.

Já para padre Dirceu Medeiros, vigário geral da Diocese, a Casa de recuperação cumpre uma função social, que é uma obrigação da Igreja junto àqueles que procuram nossa ajuda para se tratar.

“Todos os dias, pessoas batem à porta de nossas secretarias (paroquiais), levando problemas concretos de pessoas com dependência química e nós, às vezes, não temos o que fazer, onde encaminhá-los. É uma resposta da Igreja a essa demanda que, infelizmente, é crescente em nossa sociedade”, conclui padre Medeiros.

Reportagem: Douglas Caputo

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