Presidente Michel Temer barganha com prefeitos Reforma da Previdência

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Acordo entre cavalheiros (Foto/Alan Santos-PR)

O presidente Michel Temer (PMDB) reuniu-se com uma comissão de prefeitos liderada pelo presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. O evento teve participação de deputados e ministros.

Durante o encontro em Brasília, nessa quarta-feira (22), o presidente anunciou a liberação de auxílio financeiro de R$2 bilhões para os municípios brasileiros. O aporte deve acontecer ainda em dezembro deste ano.

Segundo informações da Agência Brasil, “atendendo pedido de Temer, os prefeitos prometeram trabalhar pela aprovação da Reforma da Previdência”. A Emenda tramita na Câmara dos Deputados e pode ser votada na primeira semana de dezembro, conforme previsão do presidente da Casa Legislativa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Barganha

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Uma mão lava a outra (Foto/Jeso Carneiro)

Temer ainda disse que mais R$2 bilhões podem ser liberados para os municípios em 2018, desde que a economia melhore. Para isso, o presidente reforçou a importância da aprovação do Texto da Reforma, numa espécie de barganha com os executivos municipais.

“Vocês, trabalhando em favor da Previdência, junto aos deputados, vão permitir que, no ano que vem, quando vocês vierem para a marcha [Marcha dos Prefeitos], nós possamos talvez anunciar esses R$ 2 bilhões que estou mencionando”, sugeriu o presidente.

O presidente da CMN reforçou o apelo de Temer. Ziulkoski destacou que os prefeitos devem dar suporte a políticos aliados para que a Reforma seja aprovada. “[Os prefeitos devem] afinar bem a viola e dar base para o deputado ou senador votar a reforma da Previdência”, afirmou.

Ao final do encontro, Temer barganhou com prefeitos para que as mudanças nas regras da aposentadoria passem pela Câmara. Para isso, 308 dos 513 deputados devem votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 297/2016), em dois turnos.

“Se a Previdência for aprovada, a economia vai dar um salto; se a economia der um salto, e aqui não se trata de afirmação política, mas de uma afirmação econômica, nós podemos também dar, no mínimo, mais R$ 2 bilhões para os municípios”.

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