Teste revela que protetor solar para o rosto não cumpre o prometido

Em exame encomendado pela Proteste, foi constatado que protetor solar facial não cumpre quase a metade da proteção indicada nas embalagens

A pele do rosto é muito sensível e requer proteção máxima. Mas... (Foto/internet)
A pele do rosto é muito sensível e requer proteção máxima. Mas… (Foto/internet)

O Verão começa dia 23 de dezembro, mas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) tem registrado índices extremos de radiação ultravioleta (UVA) em algumas cidades como São Tiago.

Por isso é importante se proteger com bonés e filtro solar. O problema é tem marca de protetores para o rosto vendendo rótulos que não cumprem o prometido.

A avaliação é da Proteste Associação de Consumidores. Segundo a instituição, metade dos produtos no mercado voltados para região facial não teve o desempenho esperado, com proteção inferior a indicada na embalagem.

O consumidor é prejudicado, já que paga o preço proporcional ao Fator de Proteção Solar (quanto mais alto o FPS, mais caro), não tem acesso à informação correta e está menos protegido dos efeitos dos raios solares, declara a Proteste.

“Das dez marcas levadas ao laboratório, Sundown, L’Oreal, ROC, Sunmax e La Roche Posay, não apresentaram o FPS que constam dos rótulos. O La Roche Posay tinha 42% a menos do que o indicado de fator de proteção solar (FPS)”, afirma a Proteste.  

A metodologia indicada pela Anvisa permite uma variação de até 17%, mas os outros quatro produtos também não obedeciam ao percentual.

Ainda foi avaliada a proteção UVA dos produtos. Desde 2012, eles são obrigados a cumprir legislação que determina, nos filtros solares, proteção UVA de um terço do FPS. Ou seja, um protetor com FPS 60 precisa ter proteção UVA igual a 20, no mínimo.

“O protetor da L’Oreal foi considerado ruim por apresentar 26% do FPS rotulado ao invés dos 33% exigidos para UVA”, constatou o teste patrocinado pela Proteste.

Preocupada com os resultados do teste, a Proteste solicitou aos fabricantes dos produtos com FPS inferior ao indicado que corrijam a informação nos rótulos dos protetores solares.

A instituição ainda pediu à Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, que obrigue os fabricantes a fazer um recall desses protetores. Os fabricantes teriam que comunicar a quem os adquiriram, que o FPS é inferior ao informado no rótulo.

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