Mineiro sabido não perde o trem na estação. Embarque conosco nesses novos trilhos da notícia!
Mineiro sabido não perde o trem na estação. Embarque conosco nesses novos trilhos da notícia!

O nosso Jornal completa quatro meses dia 28. Nesse período, corremos atrás da notícia, apuramos os fatos, prestamos serviços, mas, acima de tudo, atuamos para construir uma sociedade democrática, na qual a população do Campos das Vertentes fosse protagonista dos acontecimentos, já que raramente temos hora e vez na grande mídia

Quando decidimos pelo nome do Jornal, pensamos em algo que fosse nosso, que fizesse parte de nossa tradição. No entanto, fomos tomados de surpresa no fim da tarde dessa segunda-feira (18) quando recebemos uma carta de 15 páginas do jurídico do “Diários Associados”, donos do jornal Estado de Minas, reivindicando o direito sobre o nome UAI.

Segundo o documento, eles possuem o registro da marca UAI no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Isso dá a eles o direito de exclusividade da palavra em qualquer projeto de comunicação. Caso não cessássemos o uso do vocábulo, poderíamos ser acionados judicialmente e, se condenados, pagar multa de até R$1 mil por dia, além de ter nossa página retirada do ar.

Foi uma semana difícil. O que fazer? Por qual caminho trilhar? Será que vamos ver o trem passar? Bom, foi aí que veio o clique. O trem é nosso, é nesse trem que a gente lê as nossas coisas. Foi quando recebemos a sugestão de uma amiga: “Ah, gente, põe ‘Trem de Ler’”. E completou a brincadeira: “ – Onde você viu isso? Vi no Trem de Ler”.

A princípio parecia deboche de nós mesmos. Mas, depois, por que não? Trem é uma palavra genuinamente mineira. No passado era ele que trazia tudo, comida, animais, pessoas, informação – nosso produto de trabalho – e leitura, seja de uma foto ou de um texto, aquilo que oferecemos em nosso site todos os dias.

O nome deixou de ser um deboche e agradou aos ouvidos. Mineiramente: ‘tremdilê’. Claro, não optamos pela estrutura fonética. Mas fique à vontade para usá-la. A partir de hoje mudamos de nome – Trem de Ler – mas continuamos com o mesmo jornalismo engajado no território regional, nosso lar, onde as coisas acontecem para nós.

Queremos nos ver e sermos vistos como protagonistas de histórias que produzimos todos os dias. Isso não existe marca ou patente que nos retire. Podemos até sermos invisíveis aos jornalões, mas certamente teremos espaço garantido dentro do diário rebatizado. Nosso Trem de Ler. Mudamos o nome, por uma questão externa aos nossos desejos, mas continuamos com nossa missão: “Agilidade, Ética e Objetividade”. Trilhando um novo caminho, juntos.

O Trem de Ler apita, na estação, convidando a todos para seguir viagem, porque mineiro não é bobo nem perde o trem. Olha para o passado, orgulha-se dele, mas sabe que não pode parar no tempo. Uma boa viagem a todos!

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