Físico explica como carro pode ter capotado dentro de garagem

O físico Kelison Ribeiro analisou as imagens de carro que tombou dentro de garagem em São Tiago. Junto ao depoimento da condutora, o professor explica a possível causa do acidente

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Amigos dão uma “forcinha” para desvirar carro

A imagem de um carro que tombou dentro de uma garagem em São Tiago viralizou nas redes sociais durante a semana. O fato despertou curiosidade e uma pergunta: “como isso foi possível?”

Para entender o caso, o Trem de Ler ouviu a condutora (36), que não é proprietária do veículo, e o físico Kelison Ribeiro. A motorista preferiu não se identificar, mas narrou os fatos que aconteceram no domingo passado (04).

Segundo a condutora, o veículo estava parado em uma rua bastante íngreme. “Eu manobrei o carro nessa rua e posicionei ele na porta da garagem. Momento em que ele morreu”, conta.

“Algumas pessoas pensaram que eu desci a rua em alta velocidade e fiz uma curva muito fechada para entrar na garagem. O que teria levado o carro a tombar. Mas não foi assim que aconteceu”, comenta.

A condutora diz que o carro estava alinhado com a rampa de acesso à garagem. No entanto, o veículo chegou a morrer cerca de três vezes antes de entrar e tombar.

“Quando eu consegui fazer ele pegar, acelerei com muita com muita força. Foi tudo muito rápido. Só me lembro do momento em que o carro já estava tombado”, assegura a condutora.

Algumas pessoas chegaram a especular que a condutora havia bebido. Mas ela garante que não consome álcool antes de dirigir.

“Sou muito responsável ao volante e não bebo de forma alguma para dirigir. Mesmo porque, se eu fizesse isso, colocaria em risco a minha vida e a de outras pessoas”, enfatiza.

Mas o que aconteceu então?

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Físico explica

Mas o que aconteceu?

Ao analisar fotos do local e a imagem que viralizou, o físico Kelison Ribeiro é catedrático ao afirmar que, do ponto de vista da Física, o acidente é possível, mesmo que o carro estivesse parado na porta da garagem.

Embora ele considere que o mais correto teria sido periciar o local no momento do acidente, Ribeiro sustenta a hipótese de que diferentes grandezas físicas aturam para o tombamento do carro.

Como se trata de matéria para especialistas da área, Ribeiro explica “os conceitos físicos foram empregados em termos gerais, sem o devido rigor acadêmico, e de forma bastante simplificada para que todos entendam”.  

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Entenda

A hipótese mais provável é que o motorista subiu na rampa e bateu na quina do passeio (que fica do lado de cima da rua) ou em outro obstáculo, o qual funcionou como uma alavanca.

Pelo fato da rua ser um plano inclinado, o centro de gravidade (‘ponto de equilíbrio’) do carro foi deslocado para o lado debaixo da rua.

Ao acelerar bruscamente o veículo e se se chocar com o obstáculo (do lado de cima da rua) surgiu um torque (movimento de rotação de um corpo após uma força ser aplicada sobre ele).

Nesse caso, o choque com a quina ou com um objeto que estivesse na lateral de cima do passeio gerou um torque com intensidade suficiente para fazer o automóvel começar o giro ainda na rua e encerrar o capotamento dentro da garagem.

Acredito que a inclinação da rua seja o principal fator para o acidente. Essa é a explicação mais plausível que tenho para os fatos.

Físico- Kelison Ribeiro

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