Dia Mundial do Rock: Vagão Progressivo elege dez bandas mais importantes da história

O Rock é tão importante para cultura mundial que 13 de julho comemora o movimento em suas múltiplas faces. São-tiaguenses do Vagão Progressivo indicam dez ícones do estilo que coleciona fãs ao longo das gerações

A mais poderosa voz feminina do Rock

Em 1975, dobradinha entre Rita Lee e Paulo Coelho questionava: “Quem é ele? Esse tal de Roque Enrow”. A personificação do “tal Roque Enrow” humanizou o “menino tão sabido” capaz de “modificar o mundo”: o tal do Rock ‘n’ Roll. Há quem diga que o Rock morreu, que já não é mais como antigamente. No entanto, mesmo repaginado, ele continua aí, vivinho da Silva e comemorado no dia 13 de julho por headbangers do mundo todo.   

Debochado, pecador, perspicaz, inteligente. O estilo, se fosse possível resumi-lo a uma palavra, ainda é execrado e amado mesmo depois de seus supostos 67 anos, data em que Elvis Presley gravou “That’s Allright Mamma” e apresentou ao mundo uma cultura que já existia desde a década de 1940, mas restrito a guetos embalados por Chuck Berry e Bill Haley.

Fenômeno que celebrou a paz e o amor livre, o Festival de Woodstock reuniu jovens em uma fazenda na cidade de Bethel (Nova York), em agosto de 1969. Nomes como Janis Joplin e Jimi Hendrix inspiraram o movimento conhecido como “contracultura”, que questionava o American way of life, expressão usada para referir-se ao estilo de vida norte-americano baseado no consumismo e na família estilo propaganda de margarina.

De contestador a solidário, esse caráter multifacetado do gênero começou a ser celebrado em 13 de julho de 1985. Naquela data, o Live Aid, dois megaconcertos simultâneos na Filadélfia e Londres, foi realizado para ajudar as vítimas da fome no continente africano. A data marcou história e passou a ser comemorada como o Dia Mundial do Rock.    

Rock Paineira

Show do Vagão Progressivo na Festa do Café com Biscoito 2019

São Tiago também tem adeptos do Rock de longa data. Prova disso é que em julho de 1981 foi realizado o primeiro festival do estilo na cidade, o Roque Paineira. A árvore que batizou o evento ficava perto do bairro Cidade Nova. Foi lá que jovens de várias localidades se reuniram para celebrar acordes marcados e vozes rasgadas.

Hoje, a banda Vagão Progressivo puxa a locomotiva da nova geração de headbangers em São Tiago. Formada entre 2007 e 2008, começou com pegada progressiva e psicodélica, com covers do Yes, Genisis, Pink Floyd, Eloy, Gentle Giant. Sem perder de vista os clássicos como Black Sabbath, Deep Purple, Led Zeppelin.

Em 2018, com a saída do teclado e sintetizador, o Vagão mudou o repertório. O setlist da banda manteve os clássicos, mas incluiu um som mais pesado como o Hard Rock, além de bandas da década de 1980 e o movimento Grunge e Pós-Grunge. O grupo já se prepara para uma live que pode acontecer em julho e um show acústico, mas sem data marcada.  

Com esse referencial vasto, o Trem de Ler propôs um desafio ao quarteto, eleger as dez bandas que mais impactaram no Rock. A missão non grata e reducionista foi aceita pelos integrantes do Vagão, Alexandre Lara, João Paulo Toré, Paulo Ribeiro e Wellington Junior. No grupo de WhatsApp da banda, houve consenso sobre as bandas, mas os membros fizeram questão de ressaltar os motivos das escolhas.

“É uma lista voltada para as bandas mais influentes na cultura do Rock ‘n’ Roll, bandas que realmente romperam barreiras e alcançaram um status diferenciado. Mas é só um ponto de vista. Essa tarefa chega a ser uma tortura, tendo em vista a quantidade de bandas e artistas que fizeram e fazem parte das nossas vidas”, faz coro o grupo.

Dia Mundial do Rock: Vagão indica

1. The Beatles

2. The Rolling Stones

3. The Who

4. Jimi Hendrix

5. Led Zeppelin

6. Black Sabbath

7. Deep Purple

8. Pink Floyd

9. Queen

10. Nirvana

Dez anos sem Amy

“I died a hundred times” (Eu morri cem vezes) trecho da letra Back to Black

Na véspera do Dia Mundial do Rock, completou dez anos de morte da cantora Amy Winehouse. Embora as músicas da britânica tivessem uma levada mais para o soul pop e jazz, a atitude Rock ‘n’ Roll da cantora gerou tamanha notoriedade que ela virou uma celebridade mundial em pouquíssimo tempo. A vida desregrada, com consumo de álcool e drogas, a relação conturbada com o marido estampou tabloides em escala planetária.    

No entanto, o escritor e amigo da cantora, Tyler James, quer desconstruir essa imagem negativa que ainda marca a memória das pessoas. Em agosto, ele deve publicar o livro “Minha Amy”, no qual revela que Winehouse passou cerca de três anos sem usar crack e heroína antes de morrer.

“As pessoas perpetuam esse mito de que ela era autodestrutiva, essa coisa rock de entrar para o clube dos 27. E não tem nada legal morrer com 27 anos. Nos últimos anos, ela não tocou em droga pesada. Substituiu aquilo por álcool, mas estava querendo ficar sóbria, e lidando com o vício. Acho que muitas pessoas não se dão conta disso”, diz o escritor em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

A referência ao “clube dos 27” também faz parte da história do Rock. Essa foi a mesma idade em que morreram Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain.   

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