Cerol e linha chilena colocam “a vida por um fio”

Férias, céu azul e ventos. Essa é a combinação perfeita para empinar pipas. Mas o uso de cerol e linha chilena é crime, alerta campanha do governo do Estado

cerol e linha chilena
Brincadeira pode virar tragédia com uso de linhas cortantes

“A vida por um Fio”. Esse é o mote de campanha publicitária da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A ação que alerta sobre riscos do cerol e da linha chilena foi lançada nessa quarta (21).

A campanha ainda estimula denúncias sobre o comércio e locais que fabricam esses materiais. Isso porque a brincadeira pode se transformar em tragédia para crianças, adolescentes e adultos.

Conforme a Sejusp, a campanha vai divulgar peças publicitárias que reforçam a importância da população acionar o Disque-denúncia 181. As ligações são gratuitas e o anonimato é garantido.

“O vídeo e as peças gráficas abordam o quanto é arriscado empinar esses brinquedos perto de linhas elétricas ou no alto de telhados e lajes, em locais movimentados e, especialmente, se estiverem com linhas cortantes”, informa a Sejusp.

São Tiago: cerol e linha chilena

Em maio deste ano, quando o município estava na onda roxa do Minas Consciente, a Prefeitura recebeu e apurou denúncias de um grupo de pessoas que utilizavam linhas cortantes para soltar pipas.

À época, a Administração Municipal também divulgou peças publicitárias de conscientização sobre os riscos de uso de cerol e de linha chilena. Isso porque houve vários relatos da prática no loteamento Santo Antônio.

O material produzido citava a versão brasileira de “Hey Joe”, gravada pelo “O Rappa”. O verso “Hey Joe/ Onde é que você vai/ Com essa arma aí na mão?” apareceu em postagem de redes sociais da Prefeitura.

O prefeito Alexandre Vivas (Patriota) ainda chegou a se reunir com o grupo para mediar a situação. Eles chegaram a um consenso e, pelo menos na época, as linhas cortantes foram excluídas da atividade de lazer.  

Crime

cerol e linha chilena
Brinquedo ou arma? Questionou campanha da Prefeitura

Balanço do 181 aponta 539 denúncias de comércio ilegal de linha chinela e cerol em Minas Gerais durante todo o ano de 2020. Em 2021, apenas no primeiro semestre, já foram 426 notificações.

A expectativa da Sejusp é que o número de denúncias aumente com a campanha. A secretaria aponta ainda que Lei Estadual de 2019 tipifica como crime a comercialização e o uso de linhas cortantes.

A multa para para flagrante de vendas de linhas cortantes varia de R$3,5 mil a R$179 mil (para casos de reincidência).

Já quando a linha cortante estiver em poder de criança ou adolescente, pais ou responsáveis legais recebem notificação da autuação e o caso segue para o Conselho Tutelar.   

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