Pandemia volta a vitimar idosos no Brasil, alerta Fiocruz

Depois de afetar camadas mais jovens, a pandemia volta a vitimar idosos no Brasil. Além disso, potencial de transmissão está mais elevado com a nova variante Delta e com a desigualdade social do país

Pandemia volta vitimar idosos
Longe da aposentadoria, afirma Fiocruz

No Boletim Observatório Covid-19 dessa quinta (05), a Fiocruz destaca que a pandemia volta vitimar idosos no Brasil. Isso porque novas variantes do coronavírus, como a Delta, aumentam o potencial de transmissão da doença.

Segundo a publicação da Fiocruz, a nova variante pode agravar a pandemia no país. Por isso, deve-se combinar vacinação com o uso de máscaras. Além de campanhas e busca ativa daqueles que não foram vacinados ou que não voltaram para a segunda dose.

O estudo conclui também que a pandemia volta a vitimar idosos no Brasil. “Novamente, as internações em leitos de UTI no SUS e, principalmente, o número de óbitos concentram um maior número de idosos”, diz o Boletim.

As internações entre idosos, atualmente em 37,5%, já estiveram em 27,1%, no início de julho. Conforme a Fiocruz, o número de óbitos entre idosos também aumentou. No início de julho a proporção era de 44,6%. Agora, é de 62,1%.

Além disso, a publicação ressalta que a vacinação ainda segue em ritmo lento no Brasil. Há “necessidade de ampliar e acelerar a vacinação”, destaca o Boletim da Fiocruz, o qual apresenta dados de 18 a 31 de julho.

Fiocruz: desigualdade social é agravante

fiocruz
Desigualdade social deixa os mais pobre ainda mais vulneráveis

Esse é outro fator que pode agravar a pandemia no Brasil, conforme a Fiocruz. Por isso, a análise aponta uma série de características que demonstram os desafios para superar a pandemia no país.

“As taxas de emprego informal mais altas, transportes públicos superlotados, habitações precárias e muitas pessoas para poucos cômodos” reforçam a vulnerabilidade de diferentes grupos.

De acordo com a Fiocruz, há o risco da pandemia se alongar por mais tempo em países pobres ou em desenvolvimento, como o Brasil. “A positividade dos testes ainda continua alta, o que significa que há intensa circulação do vírus”.

O mesmo não se verifica, no entanto, “em países que adotam medidas de proteção coletiva, testagem em massa e cuidados intensivos para doentes graves”, destaca a Fiocruz.     

O estudo conclui ainda que o retorno ao trabalho e às escolas, com a circulação da variante Delta, pode diminuir a eficácia das vacinas, embora elas sejam o método mais seguro de prevenção.

“Nesse sentido, é importante refutar a ideia de que a vacinação protege integralmente as pessoas de serem infectadas e transmitir o vírus, o que pode se tornar um risco adicional com a nova variante”, alerta a Fiocruz.

Clique aqui para acessar o Boletim completo.     

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